Não sei, não sei se devia jogar joguinhos. Não sei, não sei se devia brigar por você. Afinal como é que se ganha alguém?
Eu já fui de ignorar mensagens, de fingir que não me importo, de não me importar de fato. E deu certo. Mas também já deu muito errado.
Já assustei porque não me envolvo.
Vivo de passado. Me envolvo com fantasmas. Com lembranças de alguém que já foi, já me quis e já desistiu.
Mas gostei de você. Fazia tempo que só conversar era tão bom. Sabe quando bate o santo? E quando o beijo encaixa. Quando o tempo parece que não passa.
Sempre tive medo de me prender. De que alguém me amarrasse aqui pra sempre. Quero conhecer o mundo. E você parece que iria. Mas não pra me seguir, pra me fazer companhia.
Ahhh sinto tanta falta de companhia. De alguém pra mim. Pra rir, pra brigar, pra voar junto.
Quero você. Nem te conheço direito. Nem saímos direito. Mas quero, quero tanto.
Quero que você vá pra Suécia e eu vá pra Itália. Que a gente curta muito nossas viagens, mas que quando der saudade de casa eu possa dar um pulinho aí.
Não quero namoro, não preciso do compromisso, só da companhia.
Andei pensando nesse bode que você criou de mim. Karma, né? Pego bode de todo mundo. Não é nem que eu queira que você goste de mim, não gosto de você desse jeito…mas eu achei que você tivesse visto além das minhas mentiras.
Você me assustou. Muito. Viu tudo que eu tava escondendo. Viu o quanto eu tava tentando ser feliz, e o quanto isso doía. Viu o quanto eu carregava, o medo que eu tinha de viver. E aí olhou comigo com um jeito de quem queria me salvar que me fez correr.
Eu não posso ser salva. Não posso, não sei depender de alguém. Tenho medo de me machucarem e medo de machucar quem cuida de mim.
Não, não acho que me apaixonaria por você. Mas acho sim que a gente podia ter sido alguma coisa. Amigos provavelmente, assim eu talvez deixaria você me ajudar.
Mas essa sou eu, tão perdida que me escondo. Tão quebrada que não deixo me colarem de volta. Tão assustada que me assusto. E vou correr, até brigarem por mim, até eu deixar me segurarem. Até eu acreditar.
Essa coisa de caso novo é complicada. Não digo um caso qualquer, daqueles que você não se importa de parecer louca desde que você possa ver ele pra matar sua vontade. To falando de caso daqueles que mexe com a gente. Que o cara não fala nada demais, mas é exatamente o que a gente quer ouvir. E daquele beijo…sabe quando beijo só encaixa? Que vocês não tem que ficar se adaptando, que só vai. Que você beija até doer os lábios, até dar torcicolo. Esses casos são os que complicam nossa vida.
Porque ele vai embora, e você nem intimidade tem mas quer que o estagio dê errado pra poder ficar com ele mais um pouquinho. Porque ele é na dele, confuso, complicado, cabeça de vento e volta e meia esquece as coisas. Esquece até do vinho que combinou de tomar com você.
Complicam porque você insiste em acreditar que não é por mal. Porque você acha que se você jogar direitinho ele vai se apaixonar. E aí complica de vez, porque começam os malditos joguinhos, o autocontrole de não ligar, de não falar tudo que pensa, de tentar se convencer que não te afeta, que você não sente falta.
Quando você acredita que você podia se apaixonar, ahhh aí complica.
— Tati Bernardi. (via m-a-r-r-e-n-t-o)
(Source: psicofox, via m-a-r-r-e-n-t-o)
vem, vai?
saudades? saudade é pouco pro que eu sinto agora. não sei mais se lembrar teu rosto, seu riso, sua voz me faz bem ou me tortura. pra quem sempre se achou tão independente sua falta me deixa numa carência exacerbada, que amor nenhum cura. não sei seguir em frente, viver com gente que não viveu com você. não sei amar quem não te vê.
não sou mais eu. e como hei de ser? se o eu que eu conheço é tanto de você? se não lembro de uma vida antes de te conhecer. acho que minha indepêndencia absurda se devia ao fato de que nos momentos de carência podia me esconder no seu sorriso. sabia que mesmo não precisando, você tava sempre ali.
meio tonta, talvez antiquada essa idéia de proteção. mas como me apaixonar sem saber que seu tamanho me protege da queda que for.
quero e não quero filhos que nem você. por uma saudade egoísta que me faz te buscar em todos, por medo de não conseguir te ver em alguém. e ao mesmo tempo medo de ter alguém tão igual a você que me doa, mais ainda.
esse nó não passa, a anestesia tem demorado mais pra vir. talvez esteja na hora deu começar a tomar consciência de que você não volta.
tanto medo de amar e de não ser amada. não consigo te perder sozinha. e ao mesmo tempo não quero te dividir com ninguém. esses pedidos de ajuda perdidos, busca de colos, de gente que me conhecia antes de você me perder assim no mundo. busca por mim. tanto de mim se foi com você. fico me perguntando o que restou. parece que veio uma parte que não conhecia.
pra quem já não gostava de mudança hoje me vejo tão presa ao passado. medo até de conhecer gente desse futuro que insite em bater na porta, não quero abrir. não quero seguir, nem sei seguir.
odeio esse prazo de validade pra sofrimento que as pessoas insitem em acreditar que existe. só aceita que vai me doer pra sempre? que coisa grande assim não se perde e segue a vida. se distrair não basta. não ter tempo pra pensar sufoca. dormir não apaga. comida não sacia. acordar então, nem se fala. todo dia vem essa esperança insitente de que foi pesadelo. só pra acordar nessa realidade funda e fria.
e meu porto seguro? nos dias de chuva, transito e trem lotado seu quarto me trazia alguma paz. sua presença. cada dia tem menos de você lá. e hoje a saudade é maior que tudo. não sei. não sei pra onde vou, não sei. não sei mais de nada.
sofrer acho que sempre sofri. por uma coisa ou outra. as vezes até por você. por não saber mais como te proteger. por preucupação. mas a dor de hoje faz toda dor parecer nula. pra quem não conseguia chorar, hoje segurar as lágrimas é o problema. e esse silêncio todo me atordoa.
vem, vai? vem fazer barulho. vem me interromper. vem me atormentar. vem enconstar sua cabeça no meu ombro, prometo que deixo. deixo até beber, fumar. te busco se der pt. a esse ponto tô até pensando em me juntar a você. bebo, fumo até. vem aprender a dirigir, pelo menos mendigar carona. vem, te levo até a nina, até onde quiser. vem rir da minha cara. até de piada de cola prit eu rio, é só você vir. vem que o buraco tá muito grande. vem que eu não consigo sair sozinha. vem, vem que eu cansei de chorar, que eu cansei de fingir. vem, que eu não sei mais no que acreditar. vem que eu tô fingindo tanto que tão começando a acreditar. mas essa força, é tudo mentira. só vem, porque já sei que saudade não passa. que espaço não se ocupa. que amor não substitue. VEM. vem que eu não sei mais o que fazer. vem que eu tô ficando louca, que eu não sei mais nada, não entendo mais nada, não vejo mais objetivo em nada. vem porque a gente combinou que eu te sustento até você conseguir me sustentar. vem pra você mudar e eu salvar o mundo. vem porque não sei viver minha vida se você não tiver vivendo a sua. vem porque a gente combinou que eu ia morrer primeiro. vem pra eu ser eu. porque meu eu sem você não sou eu.
Go
i stare at your eyes
can’t look inside
they’re empty
so empty of me
they’re telling me
chilling me
breaking me
maybe i don’t see it
letting you in
tears me apart
letting you go
i can’t even start
i’m up and down
and tumbling around
i’m yes and no
i can’t let you go
not the same
could we be the same?
i’m going insane
stop saying my name
loose me
choose me
stop
abuse me
let me go
make me go
make me stay
so far away
i’m up and down
and tumbling around
i’m yes and no
i can’t let you go
I have no idea how to introduce this post, so I’m skipping the first paragraph.
During rehearsal on Tuesday, it came to mind that I should see my throat doctor because something didn’t feel/sound right. I went in for a visit on Wednesday and a scope of my vocal cords revealed that the granuloma…
broken dreams
i was such a day dreamer
only saw the good in you
don’t try to make me believe
there’s something left to see
i’m tired of broken dreams
thoughts of you
here i am trying to prove
i’m perfectly fine without you
playing this little game
fooling me more than you i think
with him on my arm
and you on my mind
you’re suffocating my heart
and closing my eyes
i’m sprinting ahead
and falling behind
running in circles trying
to stay out of my mind
i go out to forget you
only to run into you
still searching for the bottle
that’ll drown these thoughts of you
“Sempre acho que namoro, casamento, romance… tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro…
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo…
- Cinco anos…. Que pena… Acabou…
- É… Não deu certo…
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona. Acho que o beijo é importante, e se o beijo bate, se joga… Se não bate… mais um Martini, por favor… E vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar… ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa realmente gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração… faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse. A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar… ou se apaixonar… ou se culpar. Enfim…quem disse que ser adulto é fácil?”
(Arnaldo Jabour)
(via tudofogonocu)